19 Jan 2012

Temporadas de férias

Post by Karina Azevedo at 15:42 on Séries

    Não viajar nas férias me deu tempo pra fazer muitas coisas bem inúteis, mas que sempre são uma delícia. Tipo dormir. E comer, ver uns poucos filmes, ler uns livros e ver mais episódios de séries do que eu achei que veria. Eu sei que ainda falta um pouco pras férias acabarem, mas acho que não vou ver mais nada novo, então é hora de falar sobre as séries dessas férias.


    Once Upon a Time conta a história de vários personagens de contos de fadas que estão presos no tempo em uma cidadezinha chamada Storybrooke por uma maldição lançada pela Rainha Má. Eles não se lembram de quem são e não podem sair. A única que se lembra é a Rainha Má – apesar de eu ter duvidado disso no começo – e a única que pode quebrar a maldição é Emma, que vai parar na cidade quando Henry, o garotinho mais fofo de todos os tempos, aparece na porta da sua casa.
    Comecei Once Upon a Time num dia de madrugada e, no outro dia, vi todos os episódios que já tinham passado. Essa série é muito viciante! Eu não tava esperando muita coisa, precisei de muitos comentários das minhas amigas pra eu decidir que queria ver, mas agora já acho que é impossível não se apaixonar. De verdade. Até porque, se nada mais te chamar a atenção na história, você pode morrer de amores pelo príncipe da Branca de Neve. A série é nova, ainda tá na primeira temporada. E se você ainda não assiste, ASSISTA. Sério.


    Drop Dead Diva é sobre Deb, uma modelo que sofre um acidente de carro, morre e acaba indo parar no corpo de uma advogada que estava no hospital, Jane. Deb tem que viver a vida de Jane como se fosse a própria e não pode contar a ninguém o seu segredo. A série se foca na nova vida que a nova Jane tem que levar e destaca bastante o novo trabalho dela, é uma coisa toda cheia de casos e julgamentos.
    A série já tem três temporadas, então eu ainda não sei de onde veio coragem pra me fazer começar. Mas ainda bem que veio, porque eu to gostando muito. E já to na terceira temporada! Mais do que eu consegui chegar – até agora, porque eu ainda tenho esperanças de terminar um dia – com The OC e How I Met Your Mother, e exatamente no mesmo ponto em que eu cheguei com Sex And The City antes de ficar pê da vida e parar.


    Suburgatory é a mais nova na minha watchlist. Assim como Once Upon a Time, é uma série nova que tá só na primeira temporada. Uma comédia bem bacana de assistir, que me faz rir pra caramba e tem só vinte minutos – o que, para mim, é um atrativo. Suburgatory começa quando George, pai de Tessa, resolve se mudar com a filha de Nova York para o subúrbio. A série se foca na vida dos dois no novo lugar – bizarro – em que eles foram morar, na relação com os novos vizinhos e na vida escolar da Tessa. Impossível não se divertir com os personagens dessa série, só isso.

13 Jan 2012

Trauma de infância #1

Post by Karina Azevedo at 01:54 on Blog, Eu, Família, Infância

    Eu tinha o quê? Uns 5 ou 6 anos, provavelmente. A minha casa era um paraíso para crianças como eu: parreira de uvas, balanço, pé de manga, pé de acerola, cerejeira, limoeiro, orquídeas da mamãe, terra. Uma rampa de concreto levava da garagem para o quintal, uns níveis mais baixo que a garagem.
    Era a noite anterior à nossa viagem pra casa de tios e outros parentes. Minha mãe pegou o lixo da cozinha e desceu a rampa sem acender nenhuma luz. Eu a vi desaparecendo na escuridão e, não sei porque cargas d’água, achei que ir atrás dela era uma boa ideia. Comecei a descer a rampa correndo porque não queria ficar muito pra trás, tropecei e terminei a descida rolando. Minha mãe sempre conta que ficou assustada quando estava voltando e me viu rolando rampa abaixo. Saldo: o cotovelo e os dois joelhos ralados, daqueles ralados que deixam casquinha por semanas. Mamãe carregou uma Karina chorando desesperadamente de volta pra casa e meu pai aparece e pergunta o que aconteceu. Minha mãe conta a história e aí vem o trauma: olho pro meu pai e ele tá com um sorriso esquisito na cara, que mais tarde eu aprendi a reconhecer como a típica expressão de “tentando não rir da sua cara”.

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