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	<title>Charmming &#187; Infância</title>
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		<title>E máquina do tempo, quem tem?</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 21:04:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Surtos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Às vezes eu me pego desejando loucamente voltar a ter sete anos. Eu passava o dia todo brincando de Barbie, correndo pela rua com minha antiga vizinha que agora se mudou e nem olha mais na minha cara quando eu falo “oi” e vendo desenho. Ir pra escola ainda era divertidíssimo e eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp; &nbsp; Às vezes eu me pego desejando loucamente voltar a ter sete anos. Eu passava o dia todo brincando de Barbie, correndo pela rua com minha antiga vizinha <s>que agora se mudou e nem olha mais na minha cara quando eu falo “oi”</s> e vendo desenho. Ir pra escola ainda era divertidíssimo e eu reclamava horrores com a minha mãe quando amanhecia chovendo oceanos e ela dizia que era melhor eu ficar em casa. Uma das minhas melhores amigas estava na minha turma e todos os dias nós ficávamos um tempão embaixo de uma árvore numa esquina conversando antes de voltar pra casa. Não tinha que me preocupar com provas nem trabalhos, e minha tarefa de todo dia era fazer tabuada e caligrafia. Nem pensava em vestibular, em escolher o curso certo, em encontrar um emprego depois. Quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse eu dava a minha resposta da vez e todo mundo achava bonitinho.<br />
&nbsp; &nbsp; Meus pais viviam me comprando presentinhos, doces e todas essas coisas. Minhas madrinhas nunca deixavam de me mandar presentes de aniversário, natal e páscoa. Eu ganhava presente de dia das crianças. Quando a gente cresce, as pessoas parecem pensar que não gostamos mais de doces e que presentes são dispensáveis quando não pedimos por eles. E ninguém era meu amigo por algum tipo de interesse.<br />
 &nbsp; &nbsp; Todo mundo acha que vai ser mais livre depois que fizer 18 anos. Eu não tenho 18 pra saber, mas liberdade é ter sete anos. Quando eu tinha sete anos, tudo era <i>tão mais fácil</i>.</p>
<p>&nbsp; &nbsp; Desculpem por isso, estava afetada pela onda de provas que eu tive na semana. Não é de Deus ter um monte de provas numa semana com um feriado na quinta. Principalmente quando não existe recesso na sexta. Sério, qual é o sentido de ter um feriado na quinta se você não pode emendar no fim de semana? Também peguei meu boletim do primeiro bimestre hoje. Acreditam que a minha média mais baixa <i>não foi</i> em educação física? Foi em português, o que nunca tinha me acontecido. Dá um aperto no coração olhar aquele 8,6&#8230; hunf.<br />
&nbsp; &nbsp; E, cara, não consigo acreditar que já estamos em junho!</p>
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		<title>Na minha época&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 03:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Obrigada a todos vocês que me incluíram nas suas preces, só acho que deviam ter se esforçado mais um pouquinho – ok, brincadeira. Mas é, eu não fui ver Alice ainda porque ninguém quis me levar. Mas também não vou falar disso agora. &#160; &#160; Hoje eu e Milena (minha irmã) estávamos voltando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp; &nbsp; Obrigada a todos vocês que me incluíram nas suas preces, só acho que deviam ter se esforçado mais um pouquinho – ok, brincadeira. Mas é, eu não fui ver Alice <i>ainda</i> porque ninguém quis me levar. Mas também não vou falar disso agora. </p>
<p>&nbsp; &nbsp; Hoje eu e Milena (minha irmã) estávamos voltando da escola, conversando sobre qualquer coisa e passando por todos os outros alunos voltando cada um da sua escola, felizes por ser sexta-feira. Eis que um garotinho <i>super</i> pequeno grita <i>muito</i> alto atrás da gente, pra uma garota qualquer: <one>”MAAARI! Ô MAAARI! Não anda com esse moleque não, esse <em>viado do carai</em>”</one>. Milagrosamente nós não ficamos surdas e Milena disse, só pra que eu ouvisse: <one>“Meu Deus, e ele só tem dois anos&#8230;”</one> E é aí que quase morremos do coração, porque o pirralho grita <i>mais</i> alto: <one>“Dois não, eu tenho NOVE, tá bom? <em>Zói de burca do carai.”</em></one> Nós duas ficamos com enormes caras de QUÊ e o garoto sai correndo pra alcançar a Mari em questão.<br />
&nbsp; &nbsp; E, sim, eu sei que existem milhares de garotinhos de <s>dois</s> nove anos que saem gritando palavrões pela rua. É só que, quando <b>eu</b> tinha a idade daquela criatura, eu não falava uma coisa assim <i>de jeito nenhum</i>. Poucas crianças se atreviam a falar. Agora eu acho que nem ia me impressionar se a minha priminha me mandasse ir pro inferno, de verdade. Vou me sentir muito velha quando chegar no fim desse post, mas, puxa, quando eu tinha nove anos menininhas não usavam maquiagem. Não davam conotações <s>imbecis</s> pra pulseiras. Não existiam <A href="http://www.justinbieberbrasil.com/cutenews/data/upimages/Justin+Bieber+first+photoshoot.jpg" target=_blank>rappers de 16 anos</A>. As meninas de doze anos brincavam de boneca, não engravidavam. Pra ser famoso você tinha que ter um talento, não só aparecer num <A href="http://capricho.com.br/colirios" target=_blank>site</A> de uma revista. Ninguém pensava besteira quando alguém dizia “chupar pirulito”. Gostavam de Chiquititas <em>(presente! rs)</em> e não de Rebolation.<br />
&nbsp; &nbsp; Sério mesmo, se isso tudo não é um sinal do fim do mundo eu realmente não sei o que pode ser.</p>
<p>&nbsp; &nbsp; E levante a mão se você também acha sacanagem feriado cair no fim de semana.</p>
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		<title>Do que você me chamou?</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 15:58:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Inutilidades]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Desde sempre as pessoas que eu conheço adoram colocar mil e um apelidos em mim. Família, amigos, idiotas, aleatórios. Já tive vários e não acho que isso vai parar tão cedo. Tá certo que a grande maioria das pessoas se contenta em me chamar de Kah, mas mesmo assim, se eu ganhasse um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp; &nbsp; Desde <i>sempre</i> as pessoas que eu conheço adoram colocar mil e um apelidos em mim. Família, amigos, idiotas, aleatórios. Já tive vários e não acho que isso vai parar tão cedo. Tá certo que a grande maioria das pessoas se contenta em me chamar de <b>Kah</b>, mas mesmo assim, se eu ganhasse um real pra cada coisa que me chamam, eu estaria com um bom dinheiro. Aliás, se eu ganhasse um real toda vez que dissesse <em>”se eu ganhasse um real”</em> eu já podia me aposentar. Mas isso não vem ao caso.<br />
&nbsp; &nbsp; O primeiro apelido de que me lembro – já que eu não vou contar o fato da minha mãe me chamando de <b>Carol</b> &#8211; veio do típico garoto irritante, que <i>toda</i> classe tem, na 3ª série. <b>Buzina.</b> Porque rima com Karina. Obviamente, eu odiava. Esse me perseguiu por um bom tempo. Depois, na 6ª série vieram <b>Siriema</b> (por causa das minhas pernas finas), <b>Espingarda</b> e <b>Gisele</b>. Eu não gostava de nenhum, mas também não reclamava. E sabe aquela coisa que sempre dizem de que se você ignorar as pessoas param? Bom, não sei de onde tiraram isso. Mas, graças aos céus, apelidos escolares são uma fase e passam.<br />
&nbsp; &nbsp; Em casa, meu pai e minha irmã sempre foram especialistas em me chamar de coisas estranhas. Vindo do meu pai, já lidei com <b>Salsicha</b>, <b>Linguiça</b>, <b>Isaura</b> (sim, a escrava), <b>Magrela</b>, <b>Zóião</b>. Normalmente, a família toda adere ao apelido e às vezes ele ainda desenterra algum desses. Minha irmã passou <i>muito tempo</i> me chamando de <b>Irmã</b> &#8211; super original, rs – até que minha tia disse que isso me fazia parecer uma freira, e ela começou a me chamar de <b>Tata</b>. Agora ela me chama de <b>Houston</b> e <b>Freuda</b>. Keyla me chama de <b>Puta</b> ou, às vezes, <b>Albina</b>.<br />
&nbsp; &nbsp; Não costumo reclamar do que me chamam, então talvez seja por isso que as pessoas se sintam tão a vontade. Mas até hoje tenho um trauma de infância: eu, uma criança viciada em Digimon, tentei fazer com que meu apelido virasse <u>Kari</u> mas <i>ninguém</i> me chamava assim. Vida injusta, hunf.</p>
<blockquote><p>Vou ficar fora até domingo e aí tenho mil coisas da escola pra fazer. Assim que der faço um post contando pra onde eu fui, como foi e tudo o mais. E também respondo os comentários, claro. Ficar até domingo sem twitter, ai meu coração :( rs Me desejem sorte, porque sinto que vou precisar. 3bjs</p></blockquote>
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		<title>Unicórnio wannabe</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 21:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Era uma vez uma menininha no auge dos seus 6 anos. Ela tinha uma irmã mais nova e um pai que às vezes fazia suas vontades. Num lindo dia ensolarado, ela pediu a ele pra a levasse brincar numa pracinha da cidade. E ele disse que sim. A menininha, sua irmã e seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp; &nbsp; Era uma vez uma menininha no auge dos seus 6 anos. Ela tinha uma irmã mais nova e um pai que <i>às vezes</i> fazia suas vontades. Num lindo dia ensolarado, ela pediu a ele pra a levasse brincar numa pracinha da cidade. E ele disse que sim. A menininha, sua irmã e seu pai foram para a pracinha e logo as duas <s>antas</s> crianças começaram a brincar de pegar flores pela pracinha, numa competição <s>tosca</s> de <em>a mais bonita ganha</em>. Só que, como aquela praça só tinha grama, umas poucas árvores e um monte de plantas com espinhos, a competição estava difícil. As duas só achavam umas coisas cor-de-rosa que nem eram flores de verdade &#8211; eram só uns matinhos sem graça.<br />
&nbsp; &nbsp; Foi quando a menininha da qual estou falando desde o começo viu uma flor <i>de verdade</i> alaranjada e bonita, no meio das plantas com espinhos. É claro que ela nem ligou pra planta com espinhos, o importante era ganhar da <s>pirralha da</s> sua irmã na competição. Ela se abaixou euforicamente pra pegar a flor, tomando cuidado pra não arranhar os bracinhos magrelos nos espinhos malignos. Só que ela se esqueceu que era desajeitada (ou talvez ela nem soubesse disso ainda, já que queria ser <i>bailarina</i>, reflitam), se desequilibrou e <u>caiu de cara dos espinhos</u>.<br />
&nbsp; &nbsp; Depois disso ela só se lembra de estar em casa, deitada na cama, enquanto seu pai tentava tirar o espinho que tinha ficado na testa dela <i>(!!!)</i>, e sem a <s>merda da</s> flor na mão. Quase onze anos depois a cicatriz do espinho ainda está na sua testa, ela continua desajeitada e sua família ainda se lembra constantemente do fato e ri da cara dela.<br />
&nbsp; &nbsp; Karina Azevedo, sendo idiota desde 1999. E nem valeu a pena, já que eu não ganhei a competição. Não que fosse valer a pena se eu tivesse ganho, eu ia ter um espinho fincado na minha testa, pelamor. Enfim.</p>
<p>&nbsp; &nbsp; E, cara, não acredito que essa já é a minha última semana de férias. Não quero voltar pra escola ainda, socorro.</p>
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