Tinha ido pra cidade vizinha com as minhas amigas. Estávamos andando pelo shopping e tagarelando sobre alguma coisa qualquer quando eu parei pra olhar alguma vitrine. Sozinha. Minha amigas continuaram andando e eu só percebi isso quando olhei pro lado pra comentar a vitrine com alguém e não vi ninguém. Como elas são super lerdas, não estavam muito longe. Eu comecei a andar mais rápido pra alcançá-las. Mas, eu tenho um enorme defeito. Quando eu ando rápido, começo a balançar as mãos pra frente e pra trás loucamente – como se isso me ajudasse a ganhar velocidade. Idiota, eu sei.
Eis que nessa minha tentativa estúpida de andar mais rápido, com as minhas mãos a mil por hora, eu acerto alguém atrás de mim numa altura não muito confortável. Olho pra trás e me deparo com um cara me olhando com a maior cara de MASQ já vista neste mundo. Aí eu entendi onde a minha mão tarada tinha acertado. Quis morrer. Sabe aquela coisa de sentir o rosto queimar? De querer dar uma de avestruz e enfiar a cabeça no chão? De tomar doril e sumir? Eu devia estar mais vermelha que a roupa do Chapolin. Murmurei um “ai meu Deus, desculpa” e ele, ainda com a cara de masq, entrou numa loja. Eu comecei a andar mais rápido, segurando as mãos dessa vez, e alcancei minhas amigas. Obviamente elas me perguntaram o que tinha acontecido porque eu ainda tava com cara de cadê-o-buraco-pra-eu-me-enfiar e riram horrores da minha cara.
Incrível como eu não tinha contado isso no blog ainda. O dia em que eu mais passei vergonha na vida – sim, mais do que quando minha mãe começa a falar o que não deve sobre mim pros outros, e mais do que quando eu derrubei uma pilha de caixas no mercado. Minhas amigas carinhosamente se referem a esse dia como ”o dia em que a Kah perdeu a virgindade”. Super engraçadas.
Graças a Deus não foi na minha cidade e eu nunca mais vou ter que olhar pra cara dele de novo. Amém.
Saturday, 13-03-2010 às 20:31 @ 29 Comentários @ Por Kah Eu,Família,Surtos @ 375 palavras
Eu sei que sempre digo isso, mas preciso repetir: estou bem perto de enlouquecer. E nem estou dizendo isso por causa de todas as provas e trabalhos que os professores marcam ao mesmo tempo. Nem por causa da minha formatura, que já tivemos reunião pra votar entre jantar e viagem. E mesmo eu adorando as discussões de tiveram entre mães malucas (adoro um barraco, haha), queria que a viagem tivesse ganhado.
Mas enfim. O principal motivo do momento são meus pais pegando no meu pé loucamente. Desde o começo desse ano eles cismaram – quero dizer, mais do que eles já eram – que eu não como direito, que eu posso estar doente, que eu preciso ir ao médico e tomar vitaminas. De verdade, eu não aguento mais escutar todo dia no almoço que eu to comendo pouco. Ou à tarde, quando minha mãe passa por mim e sugere alguma coisa pra comer.
Sim, eu sei que não comer direito te deixa doente mesmo e que meus pais se preocupam comigo. MAS EU COMO DIREITO!! Não existe motivo nenhum pra eles ficarem tanto no meu pé. Eu vivo repetindo que nunca passo fome. Eu como quando eu tenho vontade e uma quantia que me alimente. E eu não estou doente. Precisa ficar no meu pé o tempo todo? Não. Sério, eu tenho vontade de correr até a lua quando minha mãe diz que eu preciso ir ao médico. Ou que eu preciso tomar vitaminas. Eu tenho trauma de vitaminas, mesmo. Tomei tantas quando era criança. E se nenhuma funcionou, qual o motivo de tentar de novo? De jeito nenhum eu tomo aquelas pestes de novo, só uma dica. É pedir muito pra me deixarem em paz?
Enfim. Ninguém quer saber disso, mas eu precisava falar. Não consegui expressar nem a metade de quanto eles pegam no meu pé, mas ok. Talvez eu cave um buraco no quintal e me jogue dentro. Quem sabe eu não tenho a mesma sorte que Alice e vá parar em Wonderland…



